Dia Mundial da Água (22/3) – Plantar florestas ajuda a manter e recuperar a qualidade dos recursos hídricos

Manejo correto das árvores plantadas, monitoramento, análise e gestão das bacias e da paisagem são essenciais para conservar e reestabelecer a qualidade da água

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Recurso fundamental para a manutenção da vida no planeta, contemplando valores ambientais, econômicos e sociais, a água vem sofrendo um processo de disponibilidade e queda de qualidade no mundo todo. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), poderemos ver a redução de 40% das reservas hídricas do mundo até 2030.  Para chamar a atenção das discussões para este tema tão essencial, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, há 25 anos, a data de 22 de março como o Dia Mundial da Água quando divulgou o documento “Declaração Universal dos Direitos da Água“ na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco 92), no Rio de Janeiro.

Atualmente, estima-se que apenas 2,5% (1) do total de água da Terra é doce. Neste percentual ainda estão inclusos os locais onde há despejo de lixo e esgoto sanitário, comprometendo ainda mais a pouca água existente. O documento proclamado pela ONU reforça que o equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Ou seja, para termos um futuro com uma perspectiva melhor precisamos criar soluções urgentes para a manutenção e recuperação deste panorama.

“Neste preocupante cenário, as árvores plantadas, que tem importante papel na restauração de áreas degradadas, podem contribuir diretamente para a conservação e melhoria da qualidade dos recursos hídricos, além de outros serviços ambientais. As florestas interferem positivamente na regulação dos fluxos hídricos da bacia que estão inseridas e na conservação do solo. Quando chove, a copa e o tronco das árvores amortecem o impacto da água no solo, permitindo que a taxa de infiltração seja maior que em um ambiente que não tenha floresta. Assim, o escoamento superficial da água e a lixiviação – desestruturação física do solo com perda de nutrientes por ação da chuva – diminuem, possibilitando o abastecimento dos lençóis freáticos”, explica Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Nas estações chuvosas, as áreas degradadas – com solos muitas vezes compactados e ausência de cobertura vegetal – não absorvem todo o todo volume da água, resultando em um escoamento superficial elevando os níveis dos rios, aumentando a deposição de sedimentos ou assoreamento – fruto da lixiviação – e causando alagamentos. Quando se instala o período de seca neste tipo de terreno, o fluxo dos rios diminui, pois não houve reposição suficiente das águas subterrâneas durante o período de cheia.

Constantemente a indústria de árvores plantadas aprimora as práticas de manejo e gestão da paisagem, de forma a elevar a eficiência das operações e possibilitar um aumento na produtividade com menor uso de recursos naturais. “As plantações em mosaicos, por exemplo, em que as árvores plantadas para fins industriais se intercalam com florestas naturais, permitem a formação de corredores ecológicos, em uma gestão integrada da paisagem, e proporciona a regularidade na disponibilidade de recursos hídricos, conservação do solo e perenidade das nascentes de rios. Além disso, a manutenção das matas ciliares é fator chave para a integridade da microbacia hídrica. Além da gestão da paisagem, a escolha de material genético adequado à região e eficientes na transformação de recursos em madeira, contribui para o uso adequado de água, dos nutrientes, além de outros recursos” explica Elizabeth.

O aprimoramento das práticas de manejo pelo setor de árvores plantadas contribui para a conservação e qualidade dos recursos hídricos de toda a bacia hidrográfica em que está inserida. O setor investe continuamente em processos para o monitoramento, análise e gestão das bacias. Indicadores ambientais das microbacias apontam se o manejo florestal interfere nas condições hídricas da região e como determinadas técnicas podem contribuir para a melhoria do ciclo hidrológico.

Para conferir mais detalhes das diversas ações do setor para a conservação da água, a Ibá disponibiliza em seu site o Infográfico Árvores Plantadas e Recursos Hídricos. O documento apresenta a dinâmica do ciclo da água nas árvores, na floresta, na paisagem e na indústria, destacando o sistema de reuso da água em todo o processo produtivo, além de comparar as florestas plantadas do Brasil com distintos tipos florestais em relação à eficiência na produção de biomassa, considerando o volume de água captado.

SOBRE A IBÁ

ibáA Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 60 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas – painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa -, além dos produtores independentes de árvores plantadas e investidores institucionais. Saiba mais em www.iba.org .

 (1)     Plano Nacional de Recursos Hídricos – Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

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